Depois de tataraneto vem o que?
Muitas pessoas se perdem quando o assunto é grau de parentesco. É comum sabermos bem quem são nossos pais, avós e bisavós, mas quando a conversa chega em tataranetos e gerações ainda mais distantes, a dúvida aparece: depois de tataraneto vem o que?

Esse tema desperta curiosidade porque mostra como a família pode se estender ao longo de séculos, conectando pessoas que talvez nem cheguem a se conhecer. Neste artigo, vamos explicar de forma clara e popular como funciona a ordem da árvore genealógica, qual é a sequência correta depois do tataraneto e por que esse assunto gera tantas discussões.
O que significa tataraneto?
O termo tataraneto se refere ao filho do trineto. Em outras palavras, é a quinta geração em linha reta a partir de uma pessoa. Para facilitar, veja a ordem do parentesco em sequência simples:
- Filho
- Neto
- Bisneto
- Trineto
- Tataraneto
Ou seja, o tataraneto já está bem distante da raiz, representando descendentes de longo prazo, geralmente mais de cem anos depois da pessoa que iniciou a linhagem.
Depois de tataraneto, qual é o próximo?
Essa é a grande dúvida. Tecnicamente, não existe um termo oficial universalmente usado após tataraneto. No entanto, genealogistas e estudiosos utilizam uma forma de dar continuidade que segue uma lógica: a partir daí, adiciona-se prefixos ou repetições.
Assim, depois de tataraneto vem:
- Pentaneto (ou neto de quinta geração)
- Hexaneto (ou neto de sexta geração)
- Heptaneto (sétima geração)
- Octoneto (oitava geração)
E assim por diante. Essa nomenclatura é baseada em números gregos, o que dá clareza à sequência, mesmo que não seja muito usada no dia a dia.
Por que usamos nomes diferentes até tataraneto?
Até chegar ao tataraneto, os termos são populares e já incorporados à língua. Isso porque avós, bisavós e tataravós são figuras comuns em muitas famílias. Já o uso de pentanetos e além é raro, justamente porque dificilmente alguém chega a conhecer essas gerações.
A partir de certo ponto, a linguagem técnica se sobrepõe à popular. O uso de “penta”, “hexa” e outros prefixos acaba sendo mais para registros genealógicos e estudos de história familiar.
Diferença entre antepassados e descendentes
É importante não confundir. Quando falamos em tataraneto, estamos tratando de descendentes. Se fosse no sentido oposto, estaríamos falando de antepassados, e aí os termos seriam:
- Bisavô
- Trisavô (ou trisavó)
- Tataravô
- Pentavô
- Hexavô
Ou seja, o raciocínio funciona nos dois sentidos: quem veio antes de nós (antepassados) e quem vem depois de nós (descendentes).
Curiosidade: quantas gerações cabem em 200 anos?
Um ponto interessante é pensar no tempo que cada geração leva para se formar. Em média, cada geração é contada a cada 25 a 30 anos. Isso significa que em um espaço de 200 anos, podem existir cerca de 7 ou 8 gerações.
Por isso, quando pensamos em tataranetos e pentanetos, estamos falando de descendentes que provavelmente viverão em um século completamente diferente do nosso.
Como se organizar para entender a árvore genealógica
Para não se perder nessa sequência de nomes, muita gente prefere organizar sua família em árvores genealógicas. Esse recurso é muito usado em:
- Pesquisas históricas
- Estudos de herança genética
- Documentação de sobrenomes
- Projetos escolares
Com uma árvore bem feita, fica mais fácil visualizar quem veio antes e quem vem depois, sem depender apenas da memória.
O impacto cultural do “tataraneto”
Na cultura popular, o termo “tataraneto” carrega peso por ser símbolo de longevidade e continuidade. Conhecer um tataraneto é visto como algo raro e especial. Afinal, significa que uma pessoa alcançou pelo menos cinco gerações vivas.
Há registros de famílias em que bisavós e até tataravós chegaram a ver seus descendentes, mas pentanetos e hexanetos já entram no campo da raridade, quase como exceções.
Existe limite para a sequência de netos?
Tecnicamente, não existe. Você pode continuar seguindo a ordem numérica infinitamente: pentaneto, hexaneto, heptaneto, octoneto, nonaneto, decaneto… sempre acompanhando o número da geração.
Claro que, na prática, poucas famílias chegam a vivenciar tantos graus de descendência ao mesmo tempo. Mas em registros históricos e estudos de linhagem, essa sequência é mantida para dar clareza.
Depois de tataraneto, a sequência lógica continua com pentaneto e segue com hexaneto, heptaneto, octoneto e assim por diante. Embora esses termos não sejam populares no dia a dia, eles existem e são usados em genealogia para não deixar a ordem das gerações confusa.
Isso mostra como a família pode se estender por séculos e como cada geração representa um elo importante nessa corrente. Mesmo que seja difícil imaginar conhecer um pentaneto, pensar nessa continuidade ajuda a entender a grandiosidade da nossa própria história.

